Quatro temas para ver, aprender e copiar na NRF 2018 em Nova Iorque

Jornal do Comércio | Patrícia Comunello

Realidade aumentada, telas onde cliente interage (foto) e leitura facial estão em pauta NRF/DIVULGAÇÃO/2018 – Jornal do Comércio

A NRF2018 é considerada o maior evento de varejo do mundo. Os organizadores da missão gaúcha de empresários e entidades como Sebrae-RS e Sindilojas Porto Alegre listaram os temas que vão dominar o evento e que já estão no visor de varejistas e da indústria que está por trás de muitas soluções. São quatro tópicos que devem canalizar a atenção de empresários e gestores. O gerente de indústria e comércio do Sebrae-RS, Fábio Krieger, listou os assuntos experiência do consumidor no ponto de venda, integração on-line e off-line, parcerias estratégicas e ambiente físico da loja ou serviço.

Fique por dentro de cada um:

1. Experiência: cada vez vai se ver e se usar mais recursos de realidade aumentada, reconhecimento facial que capta e processa informações do consumidor dentro do ponto e formas de fazer a personalização das entregas de acordo com o tipo de cliente. Lugar de maior inovação, que mexerá na cultura da interação, ambientes multitelas que vão se conectar com o celular ou outro dispositivo em poder do consumidor para atendê-lo ou guiá-lo nas suas escolhas.

2. Integração on-line e off-line: o e-commerce cresce cada vez mais e impõe que os negócios integrem os dois mundos e saibam como aproveitar o que cada canal oferece para ampliar vendas econhecer mais o cliente.

3. Parcerias estratégicas: a loja não é mais uma só, é multimarcas – de negócio. O varejo proprietário abre espaço para outros segmentos, tudo no mesmo espaço físico. O efeito é somar e ampliar a atratividade para os clientes. Exemplo: um salão de beleza que vende cervejas e celulares.

4. Ambiente físico: loja com fluxo de disposição de produtos e mobiliária que se ajusta ao perfil dos clientes. Mobilidade para adaptar layouts é a palavra aqui. Krieger admite que muitas das inovações estão ainda distantes da realidade dos negócios brasileiros. “É tendência, não significa que é para todos”, previne o gerente do Sebrae-RS. “Mas quem for conhecer pode se inspirar nas soluções sim”, provoca Krieger. Exemplos com pegada mais high-tech, como os tópicos ligadas à eperiência, exigem disponibilidade de soluções, sistemas, estrutura e serviços de comunicação – como a simples conexão a redes de telefonia e dados com eficiência e preço acessível.

E o Brasil ainda tem muito a melhorar. Agora um assunto que está em meio aos quatro tópicos é a gestão de pessoas. Como ter recursos humanos que ajudem a alavancar o negócio é um desafio não só para empresas gaúchas, mas em todo o lugar. O gerente do Sebrae-RS diz que pesquisa da NRF divulgada na edição de 2017 apontou que as empresas que valorizam os funcionários, antes mesmo de pensar nos clientes, conseguem alcançar mais resultados e mais rapidamente. E não é só com bom salário ou outras formas de remuneração que se faz isso. Este aspecto pesa, mas Krieger elenca que as marcas que estão fazendo bem isso conseguiram êxito melhorando o relacionamento e o ambiente onde as pessoas trabalham. “No Brasil, é muito comum a gente ouvir que o empresário não vai investir no funcionário, pois ele fica pouco tempo. E quando ficava mais tempo não investia. Estamos vendo algumas mudanças, com iniciativas para ter pessoas mais motivadas”, pontua o gestor.