Pessoas e pipocas

Será que o consumidor brasileiro irá se adaptar facilmente à automatização? Num dia desses, discutindo com alguns amigos, um fato me veio à memória.

No final dos anos 90, meu pai havia investido em algumas dessas máquinas automáticas de se fazer pipoca, dessas que aparentemente começaram a voltar a aeroportos e shoppings centers. Se automação é novidade hoje, imagine naquela época.

Para quem nunca viu uma dessas, era uma dessas máquinas que uma vez introduzido o dinheiro (na época somente notas ou moedas), a pipoca era feita na hora e o pacote saía pronto para o consumo do cliente.

Pois bem. As máquinas do meu pai rendiam algum dinheiro, um pouco aquém do esperado, mas algo que estava ao menos dentro da margem de expectativa para com o negócio. Como conhecíamos na época muita gente do varejo de construção, algumas máquinas ficavam em lojas do ramo, que assim como hoje, tinham o sábado como grande dia de vendas, com corredores e áreas abarrotadas de gente, com muitas famílias que passavam às vezes uma manhã ou até mesmo o dia inteiro decidindo materiais de acabamento e decoração. Uma ótima oportunidade para vender pipocas, principalmente considerando as crianças que acabavam vindo com seus familiares.

Em um sábado pela manhã, meu pai saiu para instalar uma dessas máquinas. Já era início da tarde quando começamos a estranhar que ele não retornava, e com um contato que ainda não era tão fácil na época (poucos tinham celulares), só no início da noite que meu pai acabou conseguindo ligar para casa, e nos reportou:

– Fui ligar a máquina e apareceu uma mulher com dinheiro e me pediu uma pipoca. Ao terminar o primeiro pacote, outra pessoa pediu um novo pacote. Quando eu vi, a fila estava enorme e permanece assim até agora. Só saí rapidamente para falar com vocês. O número de venda está espetacular. Nunca vendi tanto em um dia!

No sábado seguinte, a máquina sem a presença de alguém junto rendeu 1/6 do que havia rendido. Meu pai não teve dúvidas. No outro final de semana, havia uma pessoa contratada para permanecer ao lado da máquina para facilitar a vida dos consumidores, e vender mais.

Por que eu digo tudo isso? Um dos grandes desafios da automação é conseguir encontrar o equilíbrio entre os custos de novas tecnologias e a adesão ou aceitação dos consumidores. Processos automatizados tem como tendência um movimento menor de consumidores do que nos formatos onde exista algum tipo de assistência ou atendimento. De outro lado, apresentam por conta de tecnologias envolvidas, maiores custos.

Um dos grandes objetivos da automação está em uma possível redução de custos trabalhistas, mas aparentemente os modelos por enquanto disponíveis no mercado, ainda não conseguiram alcançar tal resultado, o que impede sua multiplicação.

Parafraseando o título, embora os desafios mostrados, há boas oportunidades pipocando no ar, mas o varejo ainda leva algum tempo até encontrar seu melhor modelo.

Artigo no site Mercado e Consumo

* Imagem divulgação

Necessidade das mães deve orientar a compra do presente, segundo pesquisa da Boa Vista

O consumidor irá gastar em média R$ 191 com as compras para esta data

07 de maio de 2019 – Para decidir o que comprar neste Dia das Mães, 53% dos cerca de 1.200 entrevistados pela Boa Vista, em sua tradicional pesquisa que tem como objetivo identificar o comportamento de compras dos brasileiros nesta data comemorativa, disseram que irão observar o que a mãe ou pessoa que pretendem presentear realmente necessita.

Realizada em abril, com consumidores de todo o país, a pesquisa da Boa Vista constatou que outros 20% deixarão a surpresa de lado e perguntarão diretamente à pessoa o que deseja ganhar. Outros 15% informaram que pesquisarão o que comprar na internet. 9% pedirão sugestão a parentes/amigos. 3% se nortearão pelas propagandas de TV.

De um modo geral, 68% dos consumidores entrevistados informaram que irão comprar presentes neste Dia das Mães. Destes, 26% alegaram que pretendem gastar mais este ano do que na comparação com o ano passado (eram 33% em 2018). 55% disseram que irão gastar a mesma quantia (contra 47% na data passada) e 19% gastarão menos (contra 20%).

93% dos consumidores que declararam que irão comprar vão presentear as mães. No entanto, 32% dos consumidores irão presentear mais de uma pessoa nesta data. As sogras e avós entram na lista com 35% das menções.

Quando comprarão?
70% dos entrevistados disseram que lembram de comprar o presente em função da proximidade da data comemorativa. Por conta deste comportamento, 74% farão a compra do presente na semana do Dia das Mães, sendo que 19% deixarão para a última hora (na véspera ou mesmo no dia). Por outro lado, 26% disseram que compram duas semanas ou mesmo em até um mês antes.

Onde comprarão?
87% dos consumidores irão comprar os presentes de Dia das Mães em Lojas Físicas (destes, 47% em Lojas de Rua). Outros 36% irão recorrer às Lojas de Shoppings, 14% aos Grandes Magazines e 3% em Supermercados e Hipermercados. 13% farão a compra pela Internet.

O que comprar?
60% comprarão itens de uso pessoal para presentear neste Dia das Mães (vestuário, calçados, cosméticos, etc.). Destes, 30% referem-se especificamente à compra de itens de vestuário, 23% perfumaria e acessórios e 7% joias e relógios. Outros 15% irão comprar móveis, eletrodomésticos e itens para casa. Outros 11% itens relacionados a entretenimento (jantar, livro, viagem). 7% flores. 4% celular ou smartphone. E 1% eletrônicos e itens de informática.

Valor gasto e meio de pagamento
76% pretendem gastar até R$ 200 com a compra do presente para o Dia das Mães, percentual que permaneceu estável com relação à mesma data passada. No geral, o consumidor irá gastar em média R$ 191 com o presente, contra R$ 196 comparado ao ano de 2018.

68% dos consumidores irão comprar o presente do Dia das Mães e pagar à vista (mesmo % registrado em 2018). Destes, 42% farão com o débito e 41% com dinheiro em espécie. 16% farão uso do cartão de crédito sem parcelamento e 1% por meio de boleto.

Pagar à vista ou a prazo
Outros 32% irão comprar os presentes de Dia da Mães e optar por parcelar o valor gasto. 88% utilizarão o cartão de crédito, 9% do carnê e boleto e apenas 3% o débito programado em conta.

Não vou comprar porque…
32% dos consumidores entrevistados pela Boa Vista afirmaram que não irão comprar presentes neste Dia das Mães. 50% porque estão endividados ou sem condições financeiras (em 2018 eram 47% nessa condição). 15% porque estão desempregados (contra 19% no ano passado). 15% porque não costumam presentear nesta data e outros 20% por outros motivos.

Metodologia
A pesquisa Hábitos de Consumo – Dia das Mães 2019, da Boa Vista, utilizou metodologia quantitativa, feita por meio de sondagem via internet (questionário eletrônico). Foi realizada com cerca de 1.200 respondentes, de diferentes regiões do país, entre 5 e 24 de abril de 2019. Para a leitura dos resultados considerar 95% de grau de confiança e margem de erro de 2,8%.

SOBRE A BOA VISTA

A Boa Vista é uma empresa brasileira que alia inteligência analítica à alta tecnologia para transformar dados em soluções para os desafios de clientes e consumidores.

Criada há mais de 60 anos como SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), tem contribuído significativamente para o desenvolvimento da atividade de crédito no Brasil, ajudando o País a estabelecer uma relação de consumo mais equilibrada entre empresas e consumidores.

A Boa Vista é precursora do Cadastro Positivo, banco de dados com informações sobre o histórico de pagamentos, que deixa a análise de crédito mais justa e acessível. Por isso, Cadastro Positivo é na Boa Vista.

Pioneira também em serviços ao consumidor, a Boa Vista responde por iniciativas que cooperam com a sustentabilidade econômica dos brasileiros, como a consulta do CPF com score, dicas de educação financeira e parcerias para negociação de dívidas. Tudo disponível de forma simples, rápida e segura no portal consumidorpositivo.com.br.

Atualmente é referência no apoio à tomada de decisão em todas as fases do ciclo de negócios: prospecção, aquisição, gestão de carteiras e recuperação.

Dados estão em toda parte. O que a Boa Vista faz é usar inteligência analítica para transformá-los em respostas e soluções às necessidades e desejos dos consumidores e empresas.

A nova juventude

João Vítor Perozzo | Curador de Conteúdo da Elri Net

 

De acordo com pesquisa publicada pela Euromonitor, há uma tendência no comportamento do consumidor que é extremamente relevante discutir sobre. Com o aumento significativo para a expectativa de vida – num panorama global, os idosos estão encarando o processo de envelhecimento não mais como algo a ser temido ou negado, mas sim abraçado e, principalmente, conversado sobre.

Os novos velhos

A geração nascida entre 1946 e 1964, também conhecidos como Baby Boomers, não se identifica enquanto idosa e não quer ser tratada como. Tudo isso, pensando na forma tradicional de tratar uma pessoa que atingiu a melhor idade. Esse público está buscando uma atualização constante e não fica para trás quando se trata da tecnologia, de aplicativos ou redes sociais.

Essa mesma pesquisa cunhou o termo Age Agnostic – Agnóstico de Idade, em tradução livre – que significa que esse público não acredita que o envelhecimento tenha qualquer relação com “piorar” o estilo ou qualidade de vida. Os Baby Boomers estão ajudando o mundo inteiro a dar um novo significado ao que entendemos por tornar-se idoso.

Esse público está procurando produtos e serviços que ajudem a manter sua jovialidade mental e física, sem tentar alterar o que tem, apenas sendo e aparentando sua melhor versão. Isso é abraçar e viver a melhor idade, de fato.

Comportamento pra lá de jovem

35% dos Agnósticos da Idade concordam ou concordam fortemente com o ideal de curtir a vida sem precisar se preocupar com o futuro. Essa porcentagem chega a ser maior do que é apresentado na geração Z (nascidos a partir de 1995).

Embora tenha o pensamento jovem e a sede de mudança, essa faixa etária ostenta uma média salarial acima de todas as demais. A pesquisa mostrou, ainda que, os Baby Boomers, estão em cargos de chefia ou herdaram valores significativos de seus pais e apresentam um salário 28% maior que o grupo mais próximo. A pesquisa ainda aponta que esse grupo terá um crescimento financeiro considerável (entre 22% e 26%) até 2025.

Vendo por esse lado, os Agnósticos de Idade são um grupo demográfico altamente lucrativo para o marketing de compras discricionárias. Alguns exemplos de negócio que tem uma alta taxa de aceitação são: de casas de férias, relógios de luxo, suplementos nutricionais, tratamentos de beleza e um vasto espectro de produtos e serviços Premium.

Nas palavras de uma especialista

            Zandi Bremner, chefe de Inovação do Cliente, afirma que é fundamental ter uma abordagem emocional acerca do envelhecimento. O ideal é fazer com que os serviços e produtos tornem-se mais universais e acolhedores.  A consultora recomenda aceitar todos na criação de design universal entre gerações, abrindo mão de conceituações óbvias. As empresas devem abordar o envelhecimento demográfico em aproximações sutis e diferenciadas, afastando-se da segmentação que os enxerga apenas como velhos.