Black Friday: a melhor época do ano para vender! Max Daguano*

No varejo, quando o assunto é Black Friday, é muito interessante perceber o quanto temos opiniões diversas e contrárias. Abordar esse assunto com colegas de varejo é quase como falar de política em uma roda de amigos, ou seja, discussão na certa! No caso da Black, uns são radicalmente contra, enquanto outros são completamente a favor. Pensando bem, é compreensível entender ambos os lados. Os que são a favor, tem em seu raciocínio a ideia de vender avassaladoramente, o que não está errado. Já os que são contra, também querem vender, mas pensam muito em margem de lucro, uma vez que Black Friday tem por característica oferecer produtos com descontos bem agressivos.

Mas o fato é o seguinte, independente de cada uma das visões, o que na minha opinião, ambas estão corretas, quero chamar a atenção de vocês para uma coisa muito importante, que muitos não levam em consideração. A pré-disposição do cliente em comprar nesse período.

Vou fazer aqui uma comparação entre o Black Friday e o Carnaval. Você sabe qual é a semelhança entre esses dois eventos? Vou te contar, acompanha aqui comigo:

No Carnaval, as pessoas se comportam como nunca se comportam durante o ano. Parece que ligam uma chavinha, a chavinha da loucura e saem para as ruas fazendo coisas que jamais fariam em sã consciência ou em condições normais de temperatura e pressão. O lema ”ninguém é de ninguém” é seguido à risca e dá-lhe bagunça, confusão e gritaria. O povo sai de casa possuído e se joga sem dó! Mesmo os mais quietinhos e mais tímidos, se soltam como nunca. Quando acaba o carnaval, a chavinha da loucura é desativada e tudo volta ao seu perfeito normal. Na Black Friday é exatamente assim. O consumidor final também tem essa chavinha, só que ao invés de ser a chavinha da loucura, é a chavinha do ‘’mood comprador’’. Durante o período de Black Friday o cliente final sai na rua possuído caçando oportunidade. E se ele volta pra casa sem ter comprado nada, entra em profunda depressão. É muito louco isso. A Black Friday pegou tão forte no Brasil, que hoje em dia já é o evento de maior repercussão no varejo, só perdendo para o natal.

Aí você me pergunta, mas Max, Black Friday é um evento em que preciso dar descontos, mas eu não quero dar descontos. Pois é, tá certíssimo, não tem mesmo que dar descontos, mas aqui eu te digo que nesse momento de mercado o cliente está com a chavinha do modo gastador ligado no talo, você vai perder essa oportunidade? Qual minha dica pra você? Faça uma análise de estoque e veja os itens de coleções passadas ou de baixo giro e ofereça na Black Friday. Use-os como isca para atrair o caçador de oportunidades pra sua operação. E mesmo que sejam poucos itens, se sua campanha for bem orquestrada, você conseguirá atrair os clientes usando essa isca

e uma vez o cliente já dentro da sua atmosfera, seja loja física ou site, ele estará a poucos passos de comprar algum outro produto a preço cheio. Quem aqui nunca foi atraído para alguma operação por conta de um produto com desconto, mas acabou levando um produto a preço cheio, que atire a primeira pedra.

Analise seu estoque, veja quais itens de baixo giro você pode oferecer na Black, faça uma campanha matadora e aproveite que o cliente está comprador, isso não acontece sempre!

Ah e muito importante, não tente enganar o cliente. Black Fraude é um tiro no seu pé. Seja íntegro, aproveite para fidelizar. E aumente seu mailing de clientes. Suas ações futuras agradecem.

Diante de tudo isso, eu acredito que o lojista ou varejista que não aderir ao Black Friday, com certeza, estará deixando muito dinheiro na mesa.

Sobre o autor

Max Daguano é fundador e atual CEO da NeoYou Agência de Cursos e Treinamentos de Varejo especializado em EAD.

Vindo de uma família de varejistas e de experts do varejo, Max Daguano esteve sempre inserido e mergulhado na atmosfera têxtil desde criança. Deu início a sua carreira bem cedo aos 15 anos de idade.

Em mais de 25 anos de estrada acabou passando por quase todas as funções da cadeia têxtil incluindo varejo, atacado, marketing, produto, treinamentos e etc.

Sua principal experiência foi quando esteve à frente de uma rede de 24 franquias de 3 das maiores marcas de jeans do país na cidade de São Paulo.

Seu senso de inconformidade o fez dedicar sua carreira a atuar como coach | treinador de empresários e equipes de varejo para passar adiante todo seu conhecimento procedente de vivencias 100% práticas e ajudar os varejistas a alcançarem seus objetivos.