A moda por um fio: “fios de uva”

Artigo por: Cristiane Ribas Machado – Diretora de Varejo da Ribas Rinaldi Consultoria e Treinamento

A moda sustentável está cada vez mais perto de nós consumidores comuns! Vide as grandes empresas do varejo internacional, do luxo ao fast fashion, que estão super atentas e preocupadas com o ciclo natural de suas coleções. Com foco definido no lifestyle de seus clientes, não apenas prometem, mas cumprem em tornar o ciclo produtivo menos poluente, mais sustentável!
As ações são várias e não param. Não voltam atrás.

A exemplo disso, a H&M – rede sueca de fast fashion, com mais de 3 mil lojas (Sim! Eu disse 3 MIL lojas espalhadas pelo mundo), há algum tempo coloca à disposição dos clientes, em suas Flagships, coletores de roupas sem uso, com boa, péssima ou má qualidade, incentivando consumidores a fazerem parte do processo produtivo, transformando essas peças em fios para fabricação de novas coleções. LINDO, hein?!!!

A Campanha intitula-se: “Bring it On”; inspirem-se com o vídeo!

No Brasil, a RENNER começa a comercializar coleções eco e promete aumentar cada vez mais produtos ecofriendly em suas coleções.
Além de atingir novos consumidores conscientes, as empresas estão preocupadas em “reorganizar” sua parte no planeta. “BOA SORTE!”
Negócios e benfeitorias à parte, em Milão, na Itália, a VEGEA ganhou um dos prêmios mais importantes de INOVAÇÃO, do MUNDO. Usou na produção de um novo material, denominado couro vegetal, cascas de uva, talos e sementes extraídas da fabricação do vinho.
O material é produzido sem usar uma gota de petróleo, sem o uso de substâncias poluentes, sem consumo de água e sem uso animal. A ideia super original foi de Gianpiero Tessitore, fundador da Vegea Ltda. 

Bolsas da Coleção da VEGEA! LUXO PURO!!!

A matéria-prima, nem preciso dizer, é altamente escalonável, sendo assim, quem sabe, num futuro próximo, a fibra ou o processo produtivo fica acessível a todos os bolsos? Vamos torcer. A coleção está incrível!
Curte aí o vídeo de lançamento. 

 

 

Como transformar pequenas lojas em pontos de experiência?

*Cláudia Schmitt Barbosa
 

Muito se tem falado em lojas como pontos de experiências (PDX) e que o ponto de venda (PDV) tradicional morreu. A loja deve se transformar e não ser mais do que apenas um lugar para comprar produtos, trabalhando as percepções, sentimentos e expectativas do consumidor durante e após o consumo.

Mas para os pequenos lojistas, muitas vezes, é difícil se posicionar e entender o que isso quer dizer e, acima de tudo, como aplicar.

Afinal, como podemos transformar pequenas lojas em pontos de experiências?

Primeiramente, temos que estabelecer quem queremos encantar. Definir quem é o nosso público- alvo, mapeando hábitos, necessidades e, criativamente, prever onde podemos encantar e envolver. Às vezes, essa experiência está em pequenos gestos, gentilezas, como um bilhete de agradecimento colocado junto à compra, que surpreende o cliente.

Rede de lojas Bonneterie – focado no cliente em cada detalhe do espaço da loja e da atenção do lojista.

Após definir nosso alvo, temos que focar na nossa própria identidade, pois o negócio não pode ser mais do mesmo. Temos que nos diferenciar para o consumidor escolher a nossa loja e não a do vizinho, pois, muitas vezes, os produtos são os mesmos, e o diferencial tem que estar no nosso espaço físico.

As cores, matérias e estilo do espaço ajudam a definir a nossa imagem, a nossa marca e a traduzir a identidade do nosso negócio. O ambiente da loja tem que ser envolvente para que o consumidor permaneça mais tempo e se sinta à vontade para testar e experimentar os produtos. A arquitetura da loja tem que favorecer essa degustação, oferecendo uma boa exposição, valorizando produtos, evidenciando itens em destaque e tendo uma ambientação envolvente. Para completar, é fundamental ter vendedores capacitados para responder dúvidas e questionamentos efetivando as compras de uma maneira sutil, transformando o consumidor em cliente, engajado em divulgar a tua marca.

Nessa hora, devemos tirar partido de sensações únicas do ser humano, como sons, aromas, tato e visão, pois essas características são prazerosas para os consumidores e deixam suas marcas de forma única.

Rede de lojas Basic Store Kids – identidade forte com elementos de arquitetura salientados, como layout, cor e decoração.

Por fim, é fundamental ser criativo e testar o inusitado. Não fique preso aos modelos existentes. O espaço físico da loja deve ser mutante para abrigar novas atividades e ações, estreitando laços e fidelizando os clientes.