Live sobre o Pix esclarece dúvidas de associados

Convidado falou sobre o funcionamento da mais recente solução financeira.

O Sindilojas Caxias realizou a Live “PIX: a evolução dos meios de pagamento e as vantagens para os lojistas” com o objetivo de esclarecer as dúvidas dos comerciantes sobre o novo jeito de fazer pagamentos, compras e transferências no dia 18/11 (quarta-feira). 

O gerente de Relacionamento com Empresas do Banco do Brasil, Marcio da Luz Piloni, foi o convidado da Live mediada pela gerente executiva e coordenadora de Comunicação do Sindilojas Caxias, Lisandra De Bona.Marcio, que atua há 23 anos no mercado financeiro, sendo 20 anos no Banco do Brasil e tem a Certificação Legal CPA-20 (Certificação Profissional série 20 da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) abordou a importância do Pix para revolucionar o modo de pagar e receber tanto para pessoas jurídicas quanto físicas.

         Na abertura, ele explicou que o PIX é parte de uma revolução digital que deve ocorrer no Brasil em quatro fases, com início em de 30 de novembro de 2020 e conclusão em 30 de agosto de 2021 chamada Open Banking, que é um Sistema Financeiro Aberto sem ficar preso a uma instituição em que as informações pertencem ao cliente e não ao banco, por meio de integração e compartilhamento total. O cadastro e dados financeiros dos clientes (saldo, extrato etc) poderão ser compartilhados entre as instituições e parceiros: “Será possível fazer pagamentos fora do ambiente do seu banco. Em uma única plataforma poderemos adquirir bens e serviços. O pagamento será direto do aplicativo da plataforma sem entrar na plataforma do banco com pagamento instantâneo por meio do Pix”, esclareceu. Ele usou como exemplo o uso do app do Booking: sem precisar acessar o app do banco, vai ser possível reservar o hotel, comprar passagem aérea, voucher de táxi, uma mala, uma saída de banho e, até mesmo, um filtro solar. Aliado ao Open Banking, ele destacou as mudanças de hábitos no pós-pandemia com a redução de papel moeda, reafirmando a necessidade de um sistema de pagamento instantâneo (PIX). 

Marcio contou que o PIX chegou para concorrer com a TED e o pagamento em débito, especialmente, porque é um sistema inclusivo até para pessoas que não tem conta em banco. Lembrou que hoje, na venda no débito, a transação ocorre com três intervenientes, a máquina credenciadora, a bandeira do cartão, passa pelo banco, para somente depois chegar ao destinatário um dia depois. Já com o Pix é feito direto pelo BACEN em até 10 segundos. Segundo ele, Carteiras Digitais de Cash Back já se habilitaram para efetuar pagamentos e recebimentos:“O Brasil assim como o Reino Unido conta com a lei sobre sigilo bancário e lei de proteção de dados para se adequar a essa resolução”, falou, afirmando que o nosso país é muito adiantado quando se trata de tecnologia financeira. 

Ao ser questionado pela mediadora Lisandra sobre a segurança nas operações, Marcio explicou que a chave Pix contém todas as informações para assegurar o destino dos valores das transações, que fica armazenada em um banco de dados no sistema do BACEN (Banco Central do Brasil). Assim, são quatro tipos de chave (celular, CNPJ/CPF, e-mail e chave aleatória) e podem ser cadastradas até 20 chaves por conta de pessoas jurídicas. É possível imprimir uma chave Pix pelo QR Code estático que é permanente ou pelo QR Code dinâmico, que tem valor determinado e um tempo para ser liquidado. No caso do pequeno varejista, ele pode usar o próprio celular para fazer a transação ou manter no balcão o QR Code estático impresso da chave PIX. Nas lojas maiores, como quem recebe a informação é o dirigente dono da conta, é aconselhável a integração do PIX ao seu sistema empresarial. “No caso da substituição da função débito pela nova modalidade, o valor vai ser recebido na hora e uma venda vai ter o mesmo custo (independente do valor), por isso tem que incentivar o uso do PIX”, aconselhou.

Marcio disse que o lojista vai ter que vender de acordo com a forma que o comprador quer pagar. Então, espera-se que o Pix concorra com a TED e a função débito. Destacando que Pix vai funcionar por 24 horas por dia, sete dias por semana: “O PIX é uma imposição do cliente e tem o prazo do recebimento instantâneo: pesquisa da Ernst & Young mostrou que46% das pessoas ouvidas vão reduzir as transações com papel moeda e 59% vão aumentar as transações digitais no pós-pandemia", argumentou. E finalizou dizendo que o Pix já está valendo e novas funcionalidades vão valer com pagamento de boleto, com data futura de pagamento. Assim como os programas governamentais serão pagos em carteira digital, o dinheiro vai estar dentro do Smartphone.